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Thursday, August 4, 2011

Na escola em 1969 e em 2009... inversão de valores!





Essa pergunta foi a vencedora num congresso sobre vida sustentável.

"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os  nossos  filhos...  Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"


  É urgente mudar!

 
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa e recebe o exemplo dos seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

      

Friday, July 22, 2011

Resposta de uma professora a VEJA. Leiam e reflitam!


Leiam a referida reportagem que saiu na revista Veja e gerou o protesto da professora relatado abaixo:

RESPOSTA À REVISTA VEJA
Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima "Aula Cronometrada". É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: "os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital" entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira.

Que alunos são esses "repletos de estímulos" que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que  pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras.
Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje "repletos de estímulos". Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.
Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria.
Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores?
E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas "chatas" só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.
Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores "incapazes" dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.
E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores "incapazes",  elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.
Há de se pensar, então, que  são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de "cair fora".Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que  esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de "vaca","puta", "gordos ", "velhos" entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.
Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.
E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros.  Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade.
Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade!  E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos  e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora  não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  "incapazes" de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.
Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.
Vamos fazer uma corrente via internet, repasse a todos os seus! Grata.
Vamos começar uma corrente nacional que pelo menos dê aos professores respaldo legal quando um aluno o xinga, o agride... chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só vai a favor da criança e adolescente (capazes às vezes de matar, roubar e coisas piores), chega de salário baixo, todas as profissões e pessoas passam por professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os "alfabetizados funcionais". Pelo amor de Deus somos uma classe com força!!! Somos politizados, somos cultos, não precisamos fechar escolas, fazer greves, vamos apresentar um projeto de Lei que nos ampare e valorize a profissão.
Vanessa Storrer - professora da rede Municipal de Curitiba!


Thursday, July 21, 2011

A Educação e o acesso a internet



Por: Andreza Melo Menezes

Atualmente considera-se a educação um dos setores principais para o desenvolvimento da população brasileira.
Mas, qual o professor que não sabe disso?

O reconhecimento e o incentivo a educação é um dos fatores primordiais para o desempenho satisfatório na educação brasileira.
Sabemos também que para uma educação de qualidade é preciso buscar subsídios para uma boa formação, um exemplo disso está nos cursos oferecidos pela internet, são inúmeros sites e buscadores que nos levam a incontáveis instituições de ensino presenciais e a distância.

O estado de São Paulo traz para a população um leque enorme de opções. Com o crescimento exagerado da população, da rotatividade, e o descontrole exacerbado do transporte público e particular, perdemos muito tempo com o ir e vir do trabalho para a casa, da casa para a escola ou faculdade, chegando a ser desanimador, mas nem por isso impossível de se resolver e fazer acontecer, afinal, estamos falando do nosso bem estar e da nossa vida profissional, agora imaginem como está o acesso a educação em São Paulo?

Visando esse aspecto, temos que nos ater a ferramenta que mais cresce atualmente, a informática, e junto com ela a internet.

Como muitos já me conhecem, sou uma blogueira de carteirinha e atenta as novidades e acontecimentos do cotidiano brasileiro e também do mundo, por isso vou indicar para vocês um excelente buscador de cursos, é um site chamado EducaEdu, é uma empresa totalmente séria e comprometida com a educação no Brasil, trazendo para a população uma opção segura de cursos como pós graduação, mestrados, doutorados, e não pensem que são poucos os cursos ofertados não, são mais de sete mil cursos registrado no buscador EducaEdu, a ser escolhido de acordo com o critério e a necessidade do aluno ou interessado nos cursos credenciados.

Fazendo o uso dessa ferramenta, posso dizer que já fiz alguns cursos através da internet, todos eles a distancia, e obtive excelentes resultados no final de cada curso, afinal, é sempre um aprendizado a mais para a nossa formação, como digo sempre, aquilo que não é diminuído, pode ser somado e multiplicado, como o conhecimento, portanto não esqueçam, quando forem pesquisar cursos na net passem sempre no site: EducaEdu, pois recomendo.

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Sunday, May 22, 2011

Depoimento da Professora Amanda Gurgel do RN.

Gente, eu assisti esse vídeo hoje e confesso que fiquei chocada. Na verdade a Professora Amanda Gurgel fala da realidade brasileira no que diz respeito a educação e as condições do professor. Moro em cidade pequena, e por aqui a realidade não é diferente, talvez ainda pior, um professor de educação infantil ganha na média de R$ 500,00 por período e se tiver nível superior lhe é acrescentado mais R$ 50,00. Uma vergonha mesmo. Eu fico pensando, R$ 550,00? Então numa sala de 25 alunos o município me paga R$ 22,00 por aluno/mês, que quer dizer R$ 0,73 por dia!
Isso é vergonhoso.Então, simplificando os fatos, se trabalhar como manicure e fizer duas unhas por dia, ao final do mês estarei ganhando mais que o salário base do professor. E olha, que para fazer as unhas é necessário um curso básico de manicure, que no primeiro mês de salário se paga, e para se formar professor pedagogo é necessário 08 anos de estudos, (contanto do ensino médio com o nível superior).
Mantenho esse blog verdadeiramente por amor, mas cansei de muitas noites ir dormir brigada com meu marido pelo fato de não estar ganhando nada. Mas eu sempre paro e penso, meu Deus, como é difícil material, mas se tenho como fazer porque não dividir? É difícil querer mudar o mundo quando os que cuidam do mundo não querem nos ajudar. Gostaria de fazer a diferença para muitos e não para poucos, mas como ser humano muitas vezes limitada pelo salário e tempo curto tento fazer o que posso, assim como milhares de vocês.
Bom, assistam todo o vídeo e a entrevista com ela, eu recomendo, mas depois respirem fundo e pensem nas crianças em sala de aula, caso contrario, o sentimento será de verdadeira frustração.

Andreza Melo Menezes
Pedagoga




A professora de Língua Portuguesa, Amanda Gurgel, teve ontem a sua rotina alterada. Nada muito brusco, mas pequenos detalhes denunciavam as mudanças. Na assembleia dos professores, ontem à tarde, costumeiramente frequentada por Amanda, vez ou outra alguém a abordava para dar parabéns. Da mesma forma, o telefone celular da professora tocou bem mais vezes do que toca normalmente. Do outro lado da linha, mais congratulações. O motivo para tanto reconhecimento é um vídeo publicado no You Tube e difundido via Twitter onde Amanda expõe a situação dos professores do Estado. O discurso foi proferido no último dia 10 de maio, em uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa. Lá, Amanda Gurgel falou sobre as dificuldades dos professores no dia a dia e sobre o tratamento secundário dado pelos governos ao longo dos últimos anos à Educação. Pela contundência, o vídeo resultante dessa fala foi tomando aos poucos as redes sociais da internet. Ontem, nove dias depois, o nome “Amanda Gurgel” chegou a ser o sétimo mais citado no Twitter em todo o Brasil. Gilberto Gil e Zélia Duncan citaram o vídeo em suas contas no microblog. Marcelo Tas, apresentador do programa CQC, também fez uma postagem no Twitter, além de publicar em seu blog a mesma gravação. Amanda vê a rápida difusão do vídeo com ressalvas. Durante a entrevista concedida à TRIBUNA DO NORTE, a professora fez reiterados pedidos para que o “discurso político” e “a situação dos professores” tivessem mais peso na publicação do que a sua própria imagem. “Queria focar no discurso político, porque eu não tenho o menor interesse de focar na minha imagem”, disse. Jogada repentinamente no turbilhão das redes sociais da internet, Amanda Gurgel ganhou até mesmo perfis falsos no Twitter e no Facebook. “Não participo dessas redes sociais. Tenho uma conta no Orkut, mas nem foto tem lá. Fico surpresa com toda essa repercussão porque o meu discurso não trazia nada de novo. Qualquer professor conhece aquelas situações descritas”, complementa. A preferência da professora pelo lado “político” do vídeo em destaque vem do seu envolvimento no movimento sindical e da filiação ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU). Ela participa ativamente do movimento grevista em curso por parte dos professores e defende a mobilização como forma de diminuir as dificuldades da categoria e dar mais qualidade à educação. “Nesse momento, é muito importante para a nossa categoria a manutenção desse movimento”, opina.

Conte o início da sua história como professora.

Olha, eu preferia começar falando sobre outro assunto. Porque o mais importante na minha fala, que foi transformada em vídeo, e nessa repercussão toda que está tendo, é que isso reflete uma situação existente há muito tempo na nossa categoria. Quem é professor há 20 ou 30 anos conhece o processo de degeneração pelo qual as escolas vêm passando. Isso é o principal e não a minha imagem ou até mesmo as minhas palavras, mas a situação. Nós temos diversas discussões em nível nacional. Existe, por exemplo, o Plano Nacional de Educação, que está sendo discutido e são essas as questões principais. Eu não quero que as pessoas me vejam como aquela professora que falou e ficou famosa. Eu sou realmente uma professora que pega três ônibus todos os dias para ir ao trabalho e não acho isso bonito. Eu não acho isso interessante. Eu acho que essa é uma situação de opressão.

Depois da repercussão do vídeo, você aderiu ao twitter?

Não. Eu não participo de nenhuma rede social. Mas fiquei sabendo hoje que há uma conta com meu nome. Minha irmã viu e me avisou. Mas a conta não é minha. É um fake que está tanto no Twitter quanto no Facebook. Eu na verdade estou chocada com essa expansão tão rápida, que pode servir tanto para o bem quanto para o mal.

Como é o seu cotidiano como professora?

atividades pedagógicas na biblioteca e no laboratório de informática. Eu adoeci em decorrência da minha atividade em sala de aula. O que eu tentei foi falar sobre a condição de todos os trabalhadores. Daquele professor que tem o carro, mas não pode usá-lo todo dia porque não tem dinheiro para a gasolina. Porque a realidade dos trabalhadores é essa. Eu por exemplo moro em Nova Parnamirim e trabalho em Nova Natal e preciso acordar às 05h para chegar no horário. A minha realidade é mais suave, porque eu não tenho filho e não preciso dividir o meu salário. Na verdade, eu fico olhando para os meus colegas, da Escola Municipal Prof. Amadeu Araújo e da Escola Estadual Miriam Coeli, e pensando o quanto eles são corajosos. Isso porque são muitas as frustrações pelas quais nós passamos, desde quando escolhemos o curso de graduação, com todas as ilusões dos bancos de universidade, até chegar à realidade.

Você é professora de que disciplina e há quanto tempo?

Sou professora desde 2002. Entrei a Universidade em 2001 e no ano seguinte comecei a lecionar no Cursinho do DCE. A minha experiência exitosa na educação começou e se encerrou ali. Foi a experiência positiva que marcou. Sou professora de língua portuguesa, o que traz uma frustração maior ainda. Terminei um curso de licenciatura preparada para fazer com que os alunos produzam resenhas, crônicas, etc. Mas me deparei com uma sala de aula onde o aluno não é capaz de ler uma palavra simples como “bola”. Isso é desolador. A forma que eu encontrei de canalizar essa frustração é lutando pela categoria.

Por que você se interessou pelo magistério?

Eu tive uma professora, chamada Claudina, de Espanhol, que era uma fonte de admiração. Eu queria ser como ela. Eu sempre acreditei na educação. Não era a melhor aluna da classe, mas era aplicada. Então, eu quis ser professora por acreditar que nessa profissão seria possível mudar vidas.

Voltando ao vídeo, você preparou o discurso com antecedência?

Não. Eu prestei atenção nas falas anteriores e cada absurdo que era falado eu procurava um contraponto. No final, saiu aquilo ali. E não há nada naquelas palavras que não se diga todos os dias nas escolas, que os meus colegas não estejam cansados de saber. A realidade é a mesma há muito tempo. Eu não entendo toda essa repercussão. Talvez o grande lance do vídeo é ter sido gravado ali, na Assembleia Legislativa e na presença da secretária estadual de Educação. Algumas pessoas teriam medo, mas eu nem pensei nisso. Eu não tenho motivo para ter medo de Betânia Ramalho  e nem de deputado nenhum, porque eles não me deram emprego e não dependo deles para nada. São eles quem dependem da população.




Incomoda a repercussão que o vídeo teve?

Não chega a incomodar. Mas queria focar no discurso político, porque eu não tenho o menor interesse de focar na minha imagem. É uma surpresa para mim, já que essa é a nossa realidade e não é nada novo.

Você prefere não ser vista como um símbolo dessa luta por melhoria?

Nem símbolo de uma luta. Eu sou apenas mais uma peça. Assim como eu, há outros, milhares de trabalhadores. Eu não sou símbolo de nada e nem pretendo ser.

Você viu quem citou o seu vídeo na internet nos últimos dias?

Fico sabendo quando alguém me liga e fala. Soube que o Gilberto Gil e a Zélia Duncan citaram.

O Marcelo Tas postou o vídeo no blog dele também...

É. Isso entre as celebridades. Contudo, o importante é porque muitas pessoas vão poder ver e não o fato de serem celebridades em si.

Fonte: http://tribunadonorte.com.br/noticia/eu-nao-entendo-essa-repercussao/181782


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Tuesday, May 3, 2011

Um bom professor um bom começo


Qual de vocês já não se emocionaram ao ver um dos seus alunos terminar o ano atingindo a meta que se queria? Qual de vocês frustrados com o salário, com a falta de reconecimento dos pais e da sociedade nunca tiveram vontade de jogar o jaleco para cima e sair correndo e deixar todas as angustias para trás?
Pois é, caros amigos. Digo para mim mesma que educar é um dom e boa parte dos professores estão na educação porque amam a sua segunda casa, a escola, e amam a arte de educar. Isso mesmo, uma arte, temos que ser artistas nesse mundo sem recursos e burocrático, onde até a inovação é vista com olhar de desconfiança. Mas, como diz a frase "Em si plantando tudo dá"... Vocês prestaram bem atenção nesta frase... EM SI... isso mesmo, quer dizer que você precisa plantar a vocação, o dom, o amor, a vontade em você. Meus amigos, a educação é assim, ingrata, assim como a vida ou qualquer outro emprego. Mas posso dizer "em mim plantei e vou colher", e posso não fazer a diferença para todos, mas já fiz, faço e farei a diferença para muitos, sejam eles, pais, professores, alunos ou até mesmo um vizinho. Tenho certeza que até o último dia da minha vida eu vou estar no pensamento de alguém, assim como a minha professora Fátima da terceira série dos anos iniciais, assim como muitos professores que me auxiliaram para que eu alcançasse esse processo de formação até galgar a minha tão sonhada faculdade. Isso mesmo, vocês queridos professores, fizeram a diferença em minha vida, assim como muito de vocês que estão lendo agora irão fazer a diferença na vida de muita, mas muita gente mesmo!
Ah, e não esperem um reconhecimento direto não, olhem para o alto, o reconhecimento vem de cima... la do céu, vem de Deus mesmo, e posso garantir que não há reconhecimento melhor.
Portanto queridos colegas, esse vídeo que postei aqui me faz refletir sobre a minha profissão, que hoje não é reconhecido e nem valorizada, mas que para todos é o começo de tudo. Sei que não podemos mudar o passado, mas temos a chance de melhorar o futuro. E o futuro é isso... educação.

Andreza Melo
Pedagoga

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Friday, December 10, 2010

Brasil - Um dos piores colocados na educação entre os 128 países

 
 
O Brasil ficou 88o lugar no ranking mundial de educação, elaborado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Professores da UnB apontam que algumas causas para o país estar entre os retardatários na corrida pela educação: crescimento acelerado do número de vagas ofertadas nas escolas do país, sem que houvesse expansão da infraestrutura de ensino e do número de professores; baixa formação dos docentes; e demora para dar prioridade à área.
Por motivos como esses, o ensino brasileiro fica atrás de nações como Colômbia, Bolívia e Paraguai.
O estudo atribuiu nota de 0 a 1 aos 128 países analisados levando em conta o percentual de crianças entre 6 e 15 anos matriculadas na escola, o índice de analfabetismo, a igualdade de acesso entre meninos e meninas e a qualidade, que é avaliada pela comparação entre o número de crianças que entram na 1ª série e o número de crianças que concluem a 5ª série. Nos primeiros três quesitos o Brasil obteve notas satisfatórias. Mas no critério qualidade obteve nota 0,756, atribuída a países de baixo desenvolvimento, o que diminuiu a nota final do país.
 
O professor da UnB Erasto Mendonça explica que as causas para a posição do Brasil no ranking são complexas e históricas. Mas aponta como um dos motivos o rápido crescimento do número de vagas ofertadas, fato que não aconteceu da mesma forma em outros países da América Latina. “A ampliação da oferta aconteceu mantendo a qualidade que já existia, sem melhorias na estrutura das escolas ou na qualificação dos professores”, afirma.
 
Segundo Mendonça, esse rápido crescimento na oferta é reflexo de uma preocupação recente com a universalização do ensino. “Nos últimos 20 anos é que tem havido uma reversão no quadro de descaso com a educação no país”, justifica. O que falta agora, segundo Mendonça, é que o crescimento do número de vagas seja acompanhado pelo aumento da qualidade.
 
Para que isso aconteça, a diretora da Faculdade de Educação (FE) Inês de Almeida acredita que o Brasil precisa contornar as dificuldades decorrentes de sua grande extensão. “Não justifica, mas é claro que em um país com dimensões continentais os investimentos necessários são muito maiores e o esforço para distribuí-los também”, diz. Essa dificuldade se reflete na estrutura das escolas e na formação dos professores.
 
EVASÃO – A evasão escolar entre o 1º e o 5º anos foi o principal motivo para a má colocação do Brasil no ranking. Segundo a professora da Faculdade de Educação (FE) Maria de Fátima Guerra, existem duas causas principais para a evasão nessa faixa etária. A primeira é a falta de preparo com que essas crianças chegam à 1ª série. Guerra explica que no Brasil ainda não se dá a devida importância à educação infantil, que vai até os seis anos de idade, e isso prejudica o aprendizado futuro dos alunos. “Pela lei, somente o ensino básico, do 1º ao 9º ano, é obrigatório”, esclarece.
 
A segunda é a falta de sensibilidade e de condições dos professores para entender as particularidades de aprendizado de cada aluno. “Na sala de aula existe uma diversidade grande de estudantes, que nem sempre os professores conseguem perceber. Não adianta querer aplicar a mesma metodologia de ensino para todos”, diz. Esses dois fatores podem prejudicar o aprendizado. Desestimulados por não conseguir aprender como deveriam, muitos alunos largam a escola nesse período. A professora diz que o professor precisa saber trabalhar com a bagagem cultural que o aluno traz de casa.
 
Os especialistas afirmam, porém, que mudanças já estão acontecendo, mas que vão demorar para surtirem efeito. “Quando se trata de educação, a gente colhe o que a geração passada plantou”, conta o professor Erasto Mendonça. Segundo eles, políticas públicas foram lançadas recentemente para tentar reverter esse quadro. Como exemplo, a diretora da FE Inês de Almeida cita o programa Mais Educação, que aumenta de 4h para 6h o tempo que as crianças passam na escola. Já Mendonça cita o fim da desvinculação do orçamento da Educação, que deve liberar cerca de R$ 10 bilhões até 2011, e a Conferência Nacional de Educação, que acontecerá em março de 2010 e estabelecerá metas para o Plano Nacional de Educação.
 
O caminho a percorrer, entretanto, ainda é longo. A professora Maria de Fátima Guerra afirma que as mudanças só vão ocorrer quando o país aprender a valorizar a educação na prática. “Em termos de políticas públicas e de legislação já caminhamos muito. Precisamos agora colocar em prática”, conclui.
 
UnB Agência
 
 
 
 
IDEB 2005, 2007, 2009 e Projeções para o BRASIL

Anos Iniciais do Ensino Fundamental Anos Finais do Ensino Fundamental Ensino Médio
IDEB Observado Metas IDEB Observado Metas IDEB Observado Metas
2005 2007 2009 2007 2009 2021 2005 2007 2009 2007 2009 2021 2005 2007 2009 2007 2009 2021
TOTAL 3,8 4,2 4,6 3,9 4,2 6,0 3,5 3,8 4,0 3,5 3,7 5,5 3,4 3,5 3,6 3,4 3,5 5,2
Dependência Administrativa
Pública 3,6 4,0 4,4 3,6 4,0 5,8 3,2 3,5 3,7 3,3 3,4 5,2 3,1 3,2 3,4 3,1 3,2 4,9
Estadual 3,9 4,3 4,9 4,0 4,3 6,1 3,3 3,6 3,8 3,3 3,5 5,3 3,0 3,2 3,4 3,1 3,2 4,9
Municipal 3,4 4,0 4,4 3,5 3,8 5,7 3,1 3,4 3,6 3,1 3,3 5,1 2,9 3,2 - 3,0 3,1 4,8
Privada 5,9 6,0 6,4 6,0 6,3 7,5 5,8 5,8 5,9 5,8 6,0 7,3 5,6 5,6 5,6 5,6 5,7 7,0
Fonte: Saeb e Censo Escolar.